O Centro de Estudos Superiores de Tabatinga da Universidade do Estado do Amazonas (Cestb/UEA), distante 1.108 quilômetros de Manaus, realizou a XV Semana de Pedagogia entre os dias 25 e 27 de agosto. O evento reuniu docentes, discentes, egressos e comunidade para debater temas atuais da educação.
A iniciativa contou com o apoio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Eventos (Padev), da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (Proex), e do setor de Projetos da Fundação Muraki.
Em sua 15ª edição, o evento se consolida como um espaço-tempo de partilha, colaboração e interculturalidade, fortalecendo o papel da universidade pública na Amazônia, na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia.

Programação
Na conferência de abertura, esteve presente a pesquisadora Dra. Roxana Chiappa, da Universidad de Tarapacá (UTA), que abordou o tema “Pedagogias decoloniais em movimento”, trazendo diálogos entre o norte do Chile, o sul do Peru e a Amazônia. A atividade contou com a mediação do Prof. Dr. Leonardo Ferreira Peixoto.
No segundo dia da Semana de Pedagogia, foi realizada a mesa temática “Gêneros, sexualidades, corpos e diversidades: escolas e resistências”. Participaram da discussão a professora Maria Cecília Sousa de Castro, do Colégio Universitário Geraldo Reis (Coluni/UFF), a Prof.ª Dra. Ildete Freitas Londono Gomes, o Dr. Reginaldo Conceição da Silva e Naomy Fontenelli, coordenadora da Aliança LGBTI+ no Amazonas, que ressaltaram a importância do movimento social e da representação trans na universidade.
Já no terceiro dia, o debate teve como tema “Infâncias, juventudes e políticas de inclusão nas Amazônias”, com a participação da Prof.ª Dra. Alexandra Nascimento de Andrade, da Dra. Jocileia de Souza Printes e da Dra. Rosi Meri Bukowitz Jankauskas, que refletiram sobre políticas educacionais e experiências de inclusão a partir da realidade amazônica.
O encerramento da XV Semana de Pedagogia ocorreu na Terra Indígena Umariaçu, em Tabatinga, com uma roda de conversa sobre o tema “A importância das Oregü para o processo de formação do povo Magüta”, mediada pela mestranda Tatiana Panduro da Costa (PPGED/UEA). O momento ampliou a escuta e o reconhecimento dos saberes indígenas.
Por: Déborah Ferreira







