Reitor da UEA é palestrante de Seminário Nacional sobre Economia Circular

O evento é promovido pela Fundação Vanzolin e ocorreu durante a tarde desta quinta-feira, 10.

Apresentar e debater os conceitos e tendências relativos à economia circular, abordando os vários aspectos de concepção, projeto e desenvolvimento de produtos e processos com a implementação de estratégias sustentáveis de produção (sistemas de produção de ciclo fechado). Essa é a finalidade do Seminário Economia Circular e Sustentabilidade na Cadeia Produtiva. A segunda edição do evento começou às 9h, desta quinta-feira (10) .

“Estamos debatendo o tema com engenheiros, especialistas, acadêmicos e líderes do setor público e da iniciativa privada”, reforçou João Amato Neto – professor titular sênior do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica (Poli-USP), diretor-presidente da Fundação Vanzolini e coordenador do evento.

Ele explica ainda que a transição de uma economia linear para um modelo circular de negócios (com base em sistemas de produção de círculos fechados) apresenta grandes desafios, mas, ao mesmo tempo, representa boas oportunidades para as empresas, governos, indivíduos e a sociedade como um todo.

O reitor da Universidade do Estado do Amazonas, Cleinaldo de Almeida Costa, foi um dos palestrantes e dividiu o tema “Desafios e Oportunidades de Economia Circular na Amazônia” com a Gerente de Sustentabilidade da Natura, Priscila Matta.

Entre as principais propostas debatidas na palestra, Cleinaldo destacou a Escola de Negócio Sustentável da Floresta – Rainforest Social Business School. O reitor enfatizou que a Escola de Negócios da UEA vem no sentido de preservar a floresta, além de trazer a valorização econômica para essa proteção.

“Estamos falando de formar recursos humanos qualificados e abrir um portfólio de negócios inovadores na nossa região, no maior Estado da Federação. Com um modelo de negócios bioeconômicos, sociais, criativos que requeira uma nova educação empresarial. Nós estamos falando aqui de integrar a academia à empresa, no novo cenário econômico. Estruturar um novo campo de conhecimento e prática de negócio na Amazônia, mas, sobretudo, formar pessoas que entendam de negócios na Amazônia. Vamos falar de preservação da floresta, políticas públicas, de fiscalização e monitoramento num momento muito sensível para Amazônia. E essa é a lacuna que desejamos preencher”, pontuou Cleinaldo.

Especificamente nessa segunda edição, o Seminário teve seis temas principais: O Advento da Economia Circular e o Paradigma da Sustentabilidade; Mercados Verdes e projetos de impacto socioambiental; Desafios e Oportunidades de Economia Circular na Amazônia; Desempenho Ambiental de Produtos; Impactos das tecnologias transformadoras para um modelo de produção sustentável; e Gestão de resíduos sólidos e inclusão social.

Outras questões também fomentaram debates como mobilidade urbana, poluição, medidas eficazes de saúde pública etc. Nesse cenário, as questões sobre geração, destinação e tratamento do lixo são fundamentais, afinal, em todo o planeta Terra são despejados cerca de 2,12 bilhões de toneladas de lixo todos os anos. “Numa projeção simples: em 2050 o planeta (com população estimada de 9 bilhões de habitantes) produzirá cerca de 2,7 bilhões de toneladas, e somente a cidade de São Paulo, diariamente, deverá gerar cerca de 26 mil toneladas”, informa o coordenador do Seminário.

Os números são expressivos e comprovam a relevância do tema: “No Brasil se produz em média 79 milhões de toneladas de resíduos sólidos ao ano. Desse total, 32 milhões são depositados de modo irregular em lixões, nas ruas e no meio ambiente. Somente na cidade de São Paulo, por exemplo, são gerados, em média, 20 mil toneladas de lixo diariamente (entre resíduos domiciliares, resíduos de saúde, restos de feiras livres, podas de árvores, entulho etc.). Só de resíduos domiciliares são coletadas cerca de 12 mil toneladas/dia”, garante Amato, que defende , a adoção de ações orquestradas entre as esferas pública e privada.

Sobre a Fundação Vanzolini

Há mais de 50 anos, a Fundação Vanzolini contribui para fomentar o desenvolvimento sustentável do Brasil. Criada e gerida por professores do departamento de Engenharia de Produção da POLI-USP, elabora, aplica e dissemina os conhecimentos da Engenharia no cotidiano de pessoas, empresas, instituições e governos, colaborando com soluções para desafios econômicos, ambientais, técnicos e sociais do país.

Fotos: Joelma Sanmelo/ASCOM UEA

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