Acadêmico indígena da UEA participa de evento online da USP

A programação conta com três convidados para debater sobre a educação indígena.

O discente do curso de Engenharia de Produção da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Rucian da Silva Vilacio, participará do diálogo online ‘Identidade e diferenças: valorizando tempos e espaços da educação indígena’ que acontecerá nesta quarta-feira (7), de 19h30 às 21h30 (horário São Paulo), no site da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE-USP).

“Eu espero contribuir da melhor maneira possível para que o diálogo flua bem, que possamos alcançar os objetivos propostos e explanar as ideias que já utilizamos, mostrar um pouco desse trabalho, dessa questão do indígena no espaço pedagógico de educação”, disse o estudante de etnia indígena Sateré Mawé, Rucian.

Além de ser mediador do diálogo, Rucian apresentará o projeto de extensão intitulado ‘Construção de saberes na organização do trabalho em ritual indígena’ desenvolvido por ele. O acadêmico da UEA diz que espera levar ao diálogo um pouco da vivência quanto indígena, aluno e pesquisador dentro da instituição. Também participarão do evento o professor da USP, Dr. Elie Ghanem, e a professora da educação básica que mora na Terra Indígena Tenondé Porã, Poty Poran.

“Vou propor e mostrar para eles que os indígenas também conseguem produzir conteúdo e material de qualidade dentro da universidade. Basta apenas à gente ter oportunidade de conseguir chegar nesses locais e tomar parte desse processo como sendo nosso. Somos deixados de lado quando chega nossa vez, mas que através desses projetos, conseguimos ter o protagonismo aluno indígena dentro da universidade”, finalizou Vilacio.

O projeto de extensão que será apresentado foi desenvolvido dentro da UEA em conjunto com a turma do curso, a acadêmica Vanessa Nascimento Damasceno e as professoras mestras Rejane Gomes Ferreira e Joelma Monteiro de Carvalho, propõe garantir a valorização cultural do ritual de iniciação masculina realizado a mais de 400 anos na comunidade indígena Sahu-apé da etnia Sateré Mawé, localizada no município de Iranduba, a 38 km de Manaus. Às vezes realizado sem compreensão dos motivos de tais procedimentos, o autor leva a engenharia para analisar e destrinchar o uso dos materiais de uma maneira mensurável.

Para acompanhar o diálogo, acesse o site nos links abaixo, ou acesse o instagram @sefeusp.

Texto: Emilie Guimarães/ASCOM UEA

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