A oficina de Iniciação Teatral do projeto “Roque Severino: todo dia morre gente que nem vivia” acontece nesta quarta-feira (9), com a participação das professoras do curso de Artes Cênicas da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), Gislaine Pozzetti e Francenilza Viana de Souza. A iniciativa surge em tempos de distanciamento social, propondo novas possibilidades de ação cênica – não presencial. As inscrições podem ser feitas no Portal MeVer (www.mever.com).
“Foi muito enriquecedor em nossas práticas docentes, o processo de criação do projeto Roque Severino e a possibilidade dele nos jogar nesta fantástica arte do coletivo”, disse a professora da UEA, atriz e coordenadora de Estudos Amazônicos do projeto Roque Severino, Francenilza Souza.
Para a coordenadora, a oficina interage com o projeto que objetiva, sobretudo, a interação da arte com a comunidade. “A proposta do projeto e da oficina é atrelar a arte ao contexto social, e isto é ser cidadão”, afirma.
Ainda de acordo com Francenilza, a importância do projeto é que o público leigo na linguagem teatral terá a oportunidade de discutir, através do teatro, as questões sensíveis que a Amazônia e o Brasil enfrentam como um todo. “Serão trabalhados, nesta oficina, os conteúdos básicos da linguagem teatral, os elementos do espetáculo, uma breve história do teatro, experimentos práticos com jogos e exercícios de improvisação teatral”, revelou.
Já a professora Pozzetti, salienta que a inovação, a tecnologia e o teatro, no processo ensino aprendizagem, neste momento de crise da pandemia, tem aberto novas perspectivas às escolas.
“Vamos passear pela origem do teatro, por meio da contação de história, com a colaboração de formas animadas, experimentar alguns jogos teatrais e também improvisar na perspectiva de ator e personagem. Entendemos que só podemos gostar daquilo que conhecemos, então, esta oficina trará um recorte do teatro enquanto edifício e do teatro enquanto arte”, diz.
Segundo ela, a telepresença é um aliado bastante preciosa porque possibilita experimentar outra qualidade de presença, fazendo o que já faziam presencialmente.
“A telepresença nos coloca em simultaneidade com pessoas de vários locais, o que nos permite atingirmos um público que não conseguiríamos de outra forma. Imagine que temos 100 vagas para esta oficina. De forma presencial, seria impraticável aglomerar todas essas pessoas num único espaço físico e trabalharmos os conceitos e as experimentações que faremos pela telepresença”, destacou.
Além dos professores, seis acadêmicos do curso de teatro da UEA participam da oficina: Mariana Libório, Davi Lopes, Victória Müller, Jackeline Monteiro, Ítalo Almeida e Victor Lima.
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