O professor do curso de História do Centro de Estudos Superiores de Parintins da Universidade do Estado do Amazonas (CESP/UEA), Diego Omar da Silveira, foi contemplado com dois projetos no programa Lei Aldir Blanc, promovido pelo Governo do Estado do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.
Os projetos aprovados gravitam em torno dos Bois-Bumbás de Parintins, reconhecidos em 2018 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como patrimônio imaterial brasileiro, e conjugam iniciativas que visam salvaguardar diferentes aspectos da festa, de seus elementos culturais e identitários.
Os recursos provenientes do Prêmio Feliciano Lana (Categoria Patrimônio Cultural – interior) serão destinados à implementação do Centro de Documentação e Memória da Associação Folclórica Boi-Bumbá Caprichoso e devem garantir, ao longo do primeiro semestre de 2021, a estruturação de três frentes de trabalho: a recepção, tratamento e digitalização de acervos pessoais de sócios, torcedores, ex-dirigentes e pesquisadores do Boi-Bumbá Caprichoso; a realização de um programa de História Oral, com 108 entrevistas (em áudio e vídeo) e a montagem de uma pequena mostra permanente sobre a história do Bumbá.
Já com os valores captados por meio do Prêmio Encontro das Artes (Categoria Memória e Pesquisa Cultural) vai tornar possível a publicação de uma coleção de livros intitulada “Bumbás de Parintins, nosso patrimônio”. “A ideia é iniciar com quatro obras que ajudam a pensar na trajetória da brincadeira de Boi-Bumbá e na ascensão do Festival Folclórico como atrativo cultural com potencial turístico. Um livro mais acadêmico, pensando a memória e história da festa, por um viés interdisciplinar. Um outro livro com uma antologia das toadas do Boi Caprichoso, no qual já estávamos pensando há algum tempo. E dois livros mais visuais, que permitam ler, no conjunto, a evolução das alegorias e indumentárias no Festival de Parintins”, explica o professor.
Na perspectiva apresentada pelo docente, esse conjunto de atividades trazem uma novidade: a inserção da universidade nos debates sobre os Bumbás e uma articulação entre as associações folclóricas, a academia e outras instâncias do Estado que pensam o papel das artes, dos artistas e a salvaguarda e preservação do patrimônio imaterial e material do interior do Amazonas. “Da mesma forma, ambos os projetos articulam pesquisa e extensão e devem mobilizar pesquisadores já experientes e jovens estudantes de graduação e pós-graduação. Por tudo isso, tende a produzir, para além de resultados acadêmicos um impacto social bastante considerável, que realça ainda mais a importância da interiorização da universidade pública”, finalizou.







