Egressa do PPGLA/UEA recebe menção honrosa no Programa Mulheres e Meninas na Ciência

"Ser mulher por si só já é um ato de resistência. Uma premiação como essa, fortalece os laços da luta das mulheres", disse Luana Souza.

A egressa do programa de Pós-Graduação em Letras e Artes da Universidade do Estado do Amazonas (PPGLA/UEA), Luana Camila de Souza, foi contemplada com a menção honrosa no Programa Mulheres e Meninas na Ciência, da premiação do Programa Ciência na Escola da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (PCE/Fapeam). O reconhecimento veio graças ao projeto “A música como instrumento inclusivo no ensino de Língua Inglesa na Escola Waldir Garcia: diversidade no contexto amazônico”.

O projeto foi desenvolvido ao longo de 2019 e teve como objetivo trabalhar a inclusão na escola Waldir Garcia, ao ter em vista o alto índice de alunos estrangeiros. A escola também recebe estudantes com necessidades especiais e com dificuldade de aprendizagem. Ao longo do desenvolvimento do projeto, que foi reconhecido nacionalmente em 2020 como um dos finalistas do Prêmio Educador Nota 10, houve ensaios semanais que traziam os idiomas inglês, espanhol, português, como aspectos culturais e linguísticos juntamente com a teoria musical.

Além disso, foram realizadas rodas de conversa com o intuito de viabilizar o intercâmbio cultural da escola. “Vivemos numa sociedade polarizada, marcada por desigualdades sociais enraizadas onde muitas mulheres são inviabilizadas, silenciadas e sofrem diversos tipos de opressão. Ser mulher por si só já é um ato de resistência. Uma premiação como essa, fortalece os laços da luta das mulheres, no que tange à expansão de espaços potenciais, e abre portas para que, cada vez mais, meninas e mulheres sejam reconhecidas e valorizadas, seja no campo da ciência ou nas mais variadas esferas”.

Para a pesquisadora, que se sente alegre e esperançosa com o reconhecimento no campo da Ciência, mas também tem noção que luta é constante e desenfreada, a premiação reflete toda a comunidade e gerações de mulheres, e por isso, carrega o sentimento de representatividade, como mulher que faz ciência e encontra inspiração em tantas outras mulheres extraordinárias. “Somos uma rede, estamos conectadas. Portanto, gostaria de compartilhar esse reconhecimento com todas as mulheres e meninas que fazem a diferença na sociedade”, enfatizou.

Ao contar como a UEA contribuiu com a formação da pesquisadora, Luana ressalta os frutos colhidos na instituição e os vínculos que permanecerão. “A minha formação acadêmica na UEA foi fundamental no que tange à iniciação científica e às redes colaborativas formadas no âmbito da universidade, bem como o incentivo à pesquisa. Ao longo do Mestrado em Letras e Artes pude me debruçar sobre os estudos literários e artísticos. E como egressa, os vínculos com a Universidade permanecem nos projetos, eventos e produções científicas”, concluiu Luana.

Mais informações quanto ao prêmio podem ser acessadas no link abaixo.

http://www.fapeam.am.gov.br/

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