A Universidade do Estado do Amazonas (UEA), o Instituto Federal do Amazonas (IFAM), e a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) divulgaram na manhã desta quarta-feira (03/03), uma Carta Aberta de posicionamento institucional. Nela, como responsáveis em representar a sociedade e fornecer resposta técnico-científicas frente aos desafios atuais devido aos altos índices de contaminação e letalidade da população do Estado do Amazonas resolveram, entre si, estabelecer uma ação conjunta para o enfrentamento da pandemia da Covid-19 visando a redução do impacto na população da região Amazônica.
No documento, as instituições explicam a necessidade da iniciativa, levando em consideração que o Amazonas possui o 3º lugar no índice de letalidade (3,35%); 7º lugar no índice de contaminação (7,01%); e se apresenta, infelizmente, em 1º lugar no índice de óbitos (2,25%) no Brasil e necessita de ações e estratégias contundentes para minimizar o cenário atual.
Além disso, a Carta Aberta aponta a necessidade de uma revisão criteriosa do plano de vacinação com base no momento vivido, a aquisição de insumos e recrutamento de capital humano para atingir o mínimo de 70% da população amazonense vacinada em 2021, envolvendo as comunidades universitárias do IFAM, UEA e UFAM no engajamento da campanha de vacinação, na capital e no interior do estado, empregando voluntariamente seus recursos humanos, instalações físicas e conhecimento técnico. Outro ponto importante citado no documento é sobre a participação efetiva das universidades nas discussões e decisões sobre as medidas de enfrentamento à COVID-19 no estado do Amazonas.
O Reitor da UEA, professor Dr. Cleinaldo de Almeida Costa, destacou a importância da união de esforços das universidades públicas para oferecer soluções coletivas para população no ponto de vista de políticas públicas.
“Como as universidades públicas podem se colocar a favor do esforço para vencer a pandemia? Respondemos essa pergunta oferecendo a sociedade essa Carta Aberta, falando de possibilidades, de ações unidas entre as universidades, chamando também as universidades privadas para esse combate junto conosco, para que possamos vencer a pandemia na capital e no interior do Amazonas. É papel das instituições de ensino superior dialogar com a população, passar segurança a sociedade sobre a imunização. É importante colocarmos nossos professores, pesquisadores e pessoal de gestão à disposição do estado e dos municípios nesse cenário de enfrentamento, embarcando inteligência no processo. A universidade tem a experiência para auxiliar nas questões políticas do processo com conhecimento técnico e cientifico”, pontuou.
De acordo com o Reitor em exercício da Ufam, professor Jacob Cohen , a covid 19 é uma realidade desafiadora ao estado. “Aqui começou a primeira onda e nossas instituições, enquanto desenvolvedoras da Ciência e Inovação, desde o princípio participam ativamente no enfrentamento da pandemia. Somar esforços com as demais instituições de ensino é mais do que fazer a nossa parte; é atender de forma efetiva aos anseios da comunidade amazonense”, destacou o reitor em exercício.
“Essas três grandes instituições estão de mãos dadas para conseguir mitigar a expansão desta pandemia no estado do Amazonas. As universidades estão unidas para dar apoio a comunidade no acompanhamento dessa estatística que nos aflige. Estamos abrindo as portas das nossas instituições com ações conjuntas para nossa comunidade”, acrescentou a Reitora do IFAM, Lívia Camurça Lima.
O representante do Conselho Estadual de Saúde (CES), professor João Libardoni, disse que essa aproximação das instituições de ensino superior traz esperança para o Amazonas.
“É mais um momento histórico para nossa sociedade. As nossas universidades têm o papel preponderante e podem trazer contribuições importantíssimas para que possamos combater essa pandemia. Essa união será fundamental para que possamos ter cada vez mais informações concretas, melhor planejamento de estratégia para o enfrentamento desse momento em que vivemos. A sociedade anseia a contribuição das instituições”, finalizou.
Texto: ASCOM UEA






