Inverno Torturador: curta metragem é gravado e produzido por grupo de alunos da UEA

Obra foi produzida de maneira independente e será lançada no dia 11/05, no YouTube.

Durante o isolamento social decorrente da pandemia do coronavírus, um grupo de artistas composto por alunos e ex-alunos da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) produziu um curta metragem independente baseado no poema “Inverno Torturador”, no qual uma vítima de abuso sexual descreve o sofrimento que passa. O poema é de autoria da turismóloga formada pela Escola Superior de Artes e Turismo (ESAT/UEA) e escritora, Flávia Redman, responsável pela direção do curta, que recebeu o mesmo nome do poema. O lançamento do curta ocorrerá no dia 11/05, no canal “Murilo Barbosa” do YouTube e no IGTV no Instagram do ator Akilles Anderson (@akillesanderson).

O intuito dos artistas é chamar alertar a sociedade sobre o aumento no número de casos de violência sexual durante a quarentena, onde as pessoas foram obrigadas a permanecer em casa por conta do vírus. A proposta do trabalho também visa incentivar as vítimas de qualquer tipo de violência a procurarem ajuda e encorajá-las a denunciar, através dos canais policiais oficiais.

Para a concepção do projeto, os próprios artistas atuaram, gravaram e fizeram todo o trabalho de edição. O objetivo era reproduzir de maneira artística, poética e ao mesmo tempo chocante, a realidade da violência sexual que ocorre nos lares durante o isolamento. O curta teve a participação do aluno do curso de Teatro da ESAT/UEA, Akilles Anderson, como ator principal; o aluno do curso de Letras da Escola Normal Superior (ENS/UEA), Murilo Barbosa que atua como diretor de fotografia, além da professora no Ensino Fundamental formada no curso de Letras da ENS/UEA, Luísa Fernanda, como assistente de fotografia.

“Como professora, estive por muitos anos ministrando aulas para crianças do jardim de infância até o 9° ano, ou seja, crianças de 3 a 16 anos. Eu tive contato com situações bem complexas de crianças que passaram sofreram violência sexual. Os professores são a retaguarda das crianças. Geralmente, são os primeiros a perceberem os comportamentos que surgem após a criança sofrer o abuso. Com a pandemia, as escolas ficaram fechadas e as crianças ficaram sem ter com quem contar”, expõe a diretora do filme.

Flávia destaca ainda que em Manaus há profissionais capacitados para produzir material audiovisual de qualidade, ainda que por dispositivos móveis, como o celular. “Como o filme foi gravado na pandemia, não tivemos livre acesso ao meio externo, mas isso não prejudicou a gravação. O artista qualificado é capaz de produzir material de excelência independente das adversidades”, salienta.

Texto: Guilherme Oliveira / ASCOM UEA

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