Audiência pública na Aleam debate políticas inclusivas da UEA

A reunião realizada na terça-feira (13/7), atende ao Requerimento no. 2878/2021,de autoria do Deputado Álvaro Campelo.

A Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários da Universidade do Estado do Amazonas (PROEX/UEA) promoveu na terça-feira (13/07), uma audiência pública para tratar sobre as políticas inclusivas da Universidade. A reunião que aconteceu no Plenário Ruy Araújo da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM) atende ao Requerimento no. 2878/2021,de autoria do Deputado Álvaro Campelo (PP), cujo objetivo é dividir a responsabilidade sobre as políticas de inclusão e ingresso dentro da Universidade para grupos diferenciados.

“Entendemos que não basta apenas à criação de Lei para ingresso em uma universidade, mas também a preocupação com a permanência e o processo de ensino e aprendizagem, que deve seguir todas as diretrizes ideais para cada grupo em que o ingresso acontece de forma diferenciada. Temos a proposta das políticas institucionais, que entendemos que deve ser de Estado e não exclusivamente de responsabilidade da universidade. A proposta é trazer pessoas de dentro da UEA, que melhor representam cada modalidade, para defender a política que acreditamos e queremos implementar dentro da universidade, com o apoio do Estado”, destacou o pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários, André Tannus.

O professor da UEA, Denison Aguiar, responsável pela apresentação da institucionalização de política pública de inclusão dos indígenas, acrescentou dizendo que pensar nos indígenas no Amazonas é pensar em uma realidade muito endógena, muito específica e diversa. “Em decorrência disso, temos que, necessariamente, unir instituições e órgãos do Estado. O questionamento é de como podemos pensar, de forma institucional, o ingresso e a permanência dos indígenas na Universidade. Hoje, a nossa primeira parceria é entre ALEAM e UEA”, explicou.

O presidente da Comissão de Políticas Públicas para Pessoa Surda, professor de Libras da UEA, Marcos Roberto dos Santos, disse que a proposta é a criação da Coordenação de Políticas para Pessoa Surda, com o objetivo de representar a comunidade surda, tanto da universidade, como da comunidade externa. “Buscamos criar estratégias e políticas linguísticas e educacionais, inclusivas para a pessoa surda, de acordo com a legislação. E também propor a criação do cargo de tradutor e intérprete de libras pra Universidade, visto que a profissão foi regulamentada em 2010”, pontuou.

Por fim, a professora da UEA, Joab Grana Reis, integrante da Comissão de Política Institucional de Inclusão de Estudantes com Necessidades Especiais Educacionais na UEA, ressaltou que no nível de legislação, existe a Política Nacional de Educação Especial, e que sob essa perspectiva, houve a sinalização para que as instituições de Ensino Superior, em 2008, criasse o núcleo de acessibilidade. “Se consultarmos as legislações anteriores, vemos que o Ensino Superior não era contemplado, até porque não havia a crença de que esses alunos chegariam ao Ensino Superior. No entanto, a partir desse movimento, mesmo com todas as barreiras, os alunos estão alcançando esse objetivo. A nossa proposta, hoje, é que a UEA possa criar três comissões que irão tratar diretamente da atenção a pessoas com necessidades especiais educacionais”, comentou.

Posicionamento

Em resposta a todos os pedidos pontuados durante a audiência pública, o deputado Álvaro Campelo, firmou compromisso de apoio total e restrito as propostas de políticas públicas inclusivas da UEA. “Sabemos das necessidades de implantação dessas políticas tanta na capital como no interior, em especial, no interior que tem seus desafios e suas dificuldades. Me coloca à disposição daqueles que estão ao longo dos anos sonhando e trabalhando para que isso se torne uma realidade”, finalizou.

Texto: Gerson Freitas/ASCOM UEA

Foto: Phil Lima/ASCOM UEA

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