O reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), professor Dr. Cleinaldo de Almeida Costa, foi o convidado da 16º Rodada ‘Diálogos Amazônicos’, realizado na segunda-feira (20/09), pela Fundação Getúlio Vargas, através da Escola de Economia de São Paulo (FGV EESP). O evento que teve como tema ‘Zona Franca de Manaus no desenvolvimento da Amazônia’, aconteceu por meio de plataforma digital para discutir com toda a sociedade civil organizada os interesses do desenvolvimento socioeconômico sustentável da Amazônia Brasileira.
Além do reitor da UEA, o evento teve como palestrante o professor na PUC-Rio e Diretor do Climate Policy Initiative – Brasil, Juliano Assunção. Como moderadores participaram os professores da FGV/ EESP, Márcio Holland e Daniel Vargas.
Os principais pontos abordados no diálogo foram: os caminhos para o desenvolvimento da Amazônia brasileira; UEA e sua condução para gerar ensinamentos que possam promover caminhos para a educação na região; além do ritmo e padrão da escolaridade dos trabalhadores na indústria de transformação do PIM e a educação como o principal motor de desenvolvimento na Amazônia Brasileira.
“Para nós é uma honra estarmos conversando sobre a Amazônia e com um tema importantíssimo para nossa região. Existe um cenário muito importante para ser compreendido. Cerca de 30 milhões de pessoas vivem nessa região e mesmo assim ainda é uma região inexplorada. Sobre o tema que aborda a Zona Franca de Manaus, é valido dizer que mesmo na crise econômica ela é viável na questão de rentabilidade econômica para todo o País. O modelo desenvolveu a capital e por outro lado preservou a nossa floresta. Já em 2021, surge a UEA para desenvolver o interior do Amazonas. Essa é a missão da nossa universidade, ser estratégia para esse desenvolvimento econômico e social da região”, disse Cleinaldo.
Vale lembrar que o programa Zona Franca de Manaus foi instituído no Brasil há mais de 50 anos e permitiu a constituição de um importante polo industrial na cidade de Manaus. De acordo com dados de 2020, da SUFRAMA, o Polo Industrial de Manaus gera 81 mil empregos diretamente e tem faturamento de R$ 120 bilhões. Há avaliações contraditórias sobre o programa, com visões positivas sobre a sua efetividade e avaliações críticas que considera que o programa carece de aperfeiçoamentos. Na literatura econômica, sabe-se também que uma forma genuína de desenvolvimento sustentável é por meio da promoção da educação. A região amazônica é rica de universidades e centos de estudos de referência.





