Nota de repúdio

Membro do IPCCB, parceira da UEA, foi vítima dos crimes de lgbtfobia verbal e física, na noite de ontem (10/09), em Manaus.

NOTA DE REPÚDIO

O Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema (IPCCB) vem a público

repudiar os crimes de lgbtfobia verbal e física sofridos por um membro de

nossa equipe e seu companheiro, na noite de ontem (10/09), em Manaus.

Nosso colaborador, técnico de laboratório e educador comunitário de pares, e

seu companheiro foram agredidos verbalmente por um homem armado e,

quando deixaram o local, foram seguidos e covardemente baleados. Um deles

está hospitalizado devido à gravidade dos ferimentos.

Esse crime não foi uma exceção. A violência contra a comunidade LGBTQIA+

nasce do conservadorismo cego e irracional e da intolerância de um Brasil que,

segundo as estatísticas, registra a maior quantidade de crimes lgbtfóbicos no

mundo. É urgente que políticas de segurança pública sejam voltadas à essa

população.

Esperamos que os órgãos competentes investiguem e punam exemplarmente

o responsável por mais este ato criminoso e cruel. Lgbtfobia é crime!

O IPCCB funciona como um consórcio firmado pela Fundação de Medicina

Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado ( FMT-HVD) com a Universidade do Estado

do Amazonas (UEA) e o Instituto Leônidas & Maria Deane (Fiocruz Amazônia),

e trabalha ativamente na busca da melhoria da saúde e qualidade de vida da

população LGBTIQA+ através de estudos voltados para esse público; e conta

com valioso quadro de colaboradores desta comunidade que, assim como uma

das vítimas, leva transformadora educação em saúde para seus pares.

Nossa total solidariedade e apoio às vítimas e suas famílias.

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