Garantir o direito à saúde da população em zonais rurais representa um grande desafio no âmbito da saúde pública. Este cenário inspirou a egressa do curso de Medicina da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Brena Elizandra Pantoja, a desenvolver duas pesquisas com trabalhadores dessas regiões. Os estudos resultaram em um artigo publicado na coletânea intitulada “Trabalho, precarização e resistências”, da Editora da Universidade Federal do Maranhão (EDUFMA).
Além de Brena, participaram da autoria do artigo as pesquisadoras da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Yldry Souza Pessoa e Socorro de Fátima Moraes. As pesquisas foram elaboradas a partir de relatos de profissionais rurais dos estados do Amazonas e Paraíba. O objetivo foi compreender a atividade dos trabalhadores da plantação de verduras no interior da Paraíba e conhecer as condições, processo e organização de trabalho dos agricultores amazônicos.
A abordagem aplicada pelos autores procura compreender o universo singular da atividade dos profissionais, e busca explicações sobre o processo de saúde-doença e a relação com o trabalho. Foi observado, por meio do fomento à iniciação cientifica da UEA e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), a necessidade de um olhar mais aprofundado aos processos de trabalho e organização das famílias envolvidas na extração de juta e malva na Amazônia.
Por meio da observação desta dinâmica de trabalho, presente na cultura amazônica há mais de 70 anos, nota-se a realidade pouco tecnológica do processo. “Nos períodos de colheita das fibras, os trabalhadores podem chegar a passar mais de 8 horas submersos no rio, com água até o nível da cintura, e a carregarem fardos de em média 70kg, sem equipamentos de proteção para tal atividade”, explicou Brena.
De acordo com a médica, os resultados contribuem para visualização e conhecimento de mais um modo de vida e sobrevivência na Amazônia, além de levantar um questionamento sobre os aspectos de saúde do ribeirinho produtor e a relação com os processos de trabalho nesta cadeia produtiva.
Para conferir o trabalho, acesse o link abaixo.







